segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sinuosidade


Cada curva do longo e sinuoso rio, profundo e feroz, me assusta de maneira tal qual me posto o mais equilibrada possível, para que nada possa me afogar.
Um longo e sinuoso rio me puxando lentamente para o seu fundo... não me parece uma boa ideia. 
Equilíbrio: isso me soa tão atraente que agarro com todas as forças e aperto contra o meu corpo, como se fosse palpável.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Sobre Sentir-se Mar

Respiro fundo, olho adiante
Nado dentro de mim mesma procurando o que não sei
Mergulho e exploro os mais diversos lugares
Sou expulsa de alguns, em outros sou bem recebida
Vozes, pensamentos, sentimentos, saudades
O que fazer com tudo isso? 

Apaga-se tudo
Escuro
Folha em branco
Sem respostas
É melhor voltar a superfície

Volto a minha própria superfície
Deixo o que deve-se guardar guardado em suas devidas gavetas
Mãos vazias
Corpo molhado
Frio

É melhor aquecer-me (em um abraço de preferência)
Recomeçar, recomeçar-me
Cada dia um novo recomeço (clichê)
Cada dia um novo e profundo mergulho

Minha vastidão se espalha sobre meu ser neste exato momento, a algum tempo. Como um oceano, mar aberto, com todas as suas ilhas e barcos, navios, corais. Eu posso ser tudo ao mesmo tempo, sinto cada partícula de vida vibrando em minha pele. Cada cor, o vento, o cheiro, as ondas no quebra-mar, a música que toca...
Abro os olhos.