Respiro fundo, olho adiante
Nado dentro de mim mesma procurando o que não sei
Mergulho e exploro os mais diversos lugares
Sou expulsa de alguns, em outros sou bem recebida
Vozes, pensamentos, sentimentos, saudades
O que fazer com tudo isso?
Apaga-se tudo
Escuro
Folha em branco
Sem respostas
É melhor voltar a superfície
Volto a minha própria superfície
Deixo o que deve-se guardar guardado em suas devidas gavetas
Mãos vazias
Corpo molhado
Frio
É melhor aquecer-me (em um abraço de preferência)
Recomeçar, recomeçar-me
Cada dia um novo recomeço (clichê)
Cada dia um novo e profundo mergulho
Minha vastidão se espalha sobre meu ser neste exato momento, a algum tempo. Como um oceano, mar aberto, com todas as suas ilhas e barcos, navios, corais. Eu posso ser tudo ao mesmo tempo, sinto cada partícula de vida vibrando em minha pele. Cada cor, o vento, o cheiro, as ondas no quebra-mar, a música que toca...
Abro os olhos.